Redesign completo de um jogo de apoio ao diagnóstico de autismo na primeira infância. Meu trabalho de conclusão de curso.
Fundo em degradê saturado, tipografia de sistema, quatro palavras simultâneas com um teclado de 30 letras e um painel de ajustes escrito para adulto. Nada disso conversa com uma criança de primeira infância.
O jogo já existia, mas tinha sido desenhado sem pensar em quem joga. Criança de primeira infância não lê instrução, não entende ícone abstrato e desiste quando o alvo é pequeno demais para o dedo.
E existe um segundo usuário invisível: o psicólogo. Ele precisa que a criança se envolva de verdade, porque o comportamento dela dentro do jogo é o dado clínico. Interface confusa contamina o diagnóstico.
O Ollie fala o que fazer em uma frase curta. A criança nunca precisa ler para saber o próximo passo.
Botões e letras viraram blocos grandes, com sombra sólida que mostra onde tocar. Erro de toque deixa de ser dado ruim.
Som e animação têm botão de desligar na primeira tela. Sensibilidade sensorial não pode ser obstáculo à sessão.
Nada de vermelho de erro nem som de fracasso. O jogo registra, mas devolve incentivo — quem lê o resultado é o profissional.
O protótipo navegável do Figma roda aqui dentro do tablet. Toque nos botões como a criança tocaria, sem sair da página.
Cada decisão de tela seguiu diretrizes de design de interface para crianças de primeira infância: alvo grande, feedback imediato, uma tarefa por vez, ícone concreto no lugar de texto e estímulo sensorial sob controle do terapeuta.
Revisão das diretrizes, processo de redesign e desenvolvimento em Godot, tudo escrito no trabalho de conclusão de curso.
ler a monografia (PDF)O Letramania não parou no protótipo: eu mesma desenvolvi o jogo em Godot e hoje ele está em teste com crianças em terapia, junto de psicólogos que acompanham cada sessão.